Timão reduz gastos no 1º semestre e arma ‘poupança’ por reforços

Mario Gobbi e Roberto de Andrade - Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians)Presidente Mario Gobbi e diretor de futebol
Roberto de Andrade: reforços só depois da Copa
(Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians)

O mercado parado nas transações de jogadores entre dezembro e janeiro ratificou uma ideia que a diretoria do Corinthians já tinha. Sem a disputa da Taça Libertadores e com os principais campeonatos do ano engrenando apenas no segundo semestre, o clube não vai fazer grandes contratações no início de 2014. No entanto, com receitas de cotas de televisão, sócios-torcedores e uma possível venda do lateral-direito Edenílson podem turbinar os cofres alvinegros.

Ao todo, o clube prevê cerca de R$ 102 milhões em cotas televisivas, mais cerca de R$ 10 milhões em renovações de planos do Fiel Torcedor, programa de fidelidade que tem feito sucesso no clube e garantido casa cheia no Pacaembu durante a temporada. Com os patrocínios na camisa, a previsão de arrecadação é de R$ 54,1 milhões.

A diretoria do clube e o ex-presidente Andrés Sanchez, responsável pelas obras da Arena Corinthians, asseguram que esse dinheiro não será utilizado para pagar o empréstimo do BNDES que garante a conclusão do estádio em abril. Parte da receita será usada para amortizar uma parcela da dívida do clube. Outra parte deve ser destinada para contratações de maior peso – mas só depois da Copa.

– Sabemos que a janela do segundo semestre é mais aquecida, então é bem possível que os melhores negócios ocorram em julho, agosto, após a Copa do Mundo. Agora, o mercado está muito difícil – disse o diretor de futebol Roberto de Andrade.

Na visão da diretoria, não vale a pena pagar altos salários para grandes reforços pelos próximos seis meses, quando time disputará apenas o Paulistão

O orçamento montado pelo clube destina apenas R$ 10 milhões para contratações no primeiro semestre – mostrado no item “investimento em atletas”. Para o segundo semestre, a ideia é aumentar esse número. Até agora, apenas o lateral-esquerdo Uendel foi contratado, e outros nomes na mira são Fagner, do Wolfsburg, da Alemanha, e Jucilei, do Anzhi, da Rússia.

Jogadores que atuam no exterior, porém, só devem ser contratados por empréstimo. Por isso, Fagner é o mais próximo de reforçar o Timão. Ele apenas aguarda o acerto entre os clubes para assinar contrato de um ano e retornar ao Parque São Jorge, onde foi revelado.

Esses cuidados se devem às menores receitas que o Corinthians terá antes da Copa do Mundo. Sem a Taça Libertadores, o time treinado por Mano Menezes vai dedicar maior parte do tempo ao Campeonato Paulista. Além disso, Copa do Brasil e Campeonato Brasileirão estarão em suas fases iniciais. Na visão da diretoria, não vale a pena pagar altos salários para grandes reforços pelos próximos seis meses. O Timão não estará na principal vitrine no futebol sul-americano.

Ano passado, com a disputa da Libertadores, o valor destinado a contratações no primeiro semestre foi de R$ 19 milhões – gastos com o zagueiro Gil e o meia Renato Augusto. O atacante Alexandre Pato, que custou R$ 40 milhões, não entrou nessa conta por ter sido considerado um “presente” para a torcida.

A dívida reconhecida pelo Corinthians em seus balancetes oficiais gira em torno dos R$ 206 milhões – número apresentado na última demonstração de dívida divulgada pelo clube, em setembro do ano passado. O clube diz que um dos objetivos para a temporada é controlar esse valor.

Mano Menezes conversa jogadores Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians)Mano não receberá reforços de peso neste seu primeiro mês no clube (Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians)


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